txt - ficção fast food

December 3, 2008

LIBRA, UM ESBOÇO

Filed under: Não-ficção, Libra

Já falei de LIBRA por aqui, antes. E esse post é particularmente esclarecedor.

Se você está com preguiça de ler velharia, recapitulo:

A idéia surgiu em 2005. LIBRA seria uma série de pequenas hqs de oito páginas, com histórias auto-contidas mas interligadas. Escrevi três roteiros (que hoje acho constrangedores), esbocei mais uns, e fiz o outline da série. Os roteiros passaram pelas mãos de três desenhistas, sendo que um deles chegou a fazer uns model sheets dos personagens e esboçar as primeiras páginas do primeiro capítulo. Como tudo em minha vida que envolve a feitura de quadrinhos - com raras exceções - não dá certo, o projeto acabou engavetado.

Depois, num arroubo de empolgação, decidi espremer tudo num roteiro de cinema para um filme de uma hora e meia. Escrevi trinta páginas. Então me dei conta de que, se para (não) produzir uma hq de oito páginas já tinha sido um verdadeiro parto, o que dizer de um filme. Engavetei.

O problema era que a história falava alto. Ficava cochichando nos meus ouvidos. Não me deixava dormir. Não me deixava em paz.

E só havia uma maneira, a meu alcance, de dar vazão a isso: a prosa. Mais uma vez, tentei dar sequência na história de Ramiro, Matilda e companhia. Juntei todo o material e comecei a castigar as teclinhas pretas. Saiu um capítulo. Depois outro. E parou. Por motivos que não vêm ao caso, deixei o material de lado.

Mas é aquela história. Recentemente a coceira recomeçou e me vi pensando em lugares, cenas, personagens, etc et al.

Decidi TENTAR (notem a caixa-alta), a partir do ano que vem, escrever um capítulo disso por mês. Para um wannabe normal, acho que não seria tão difícil assim desovar umas três mil palavras a cada trinta dias. Mas, para mim…

Obviamente, esse trabalho vai correr em paralelo com as outras coisas que pretendo publicar (com uma periodicidade menor) no TXT.

A idéia não é postar a história, capítulo a capítulo, mas dar ao leitor um vislumbre da coisa toda. Um capítulo aqui. Um perfil de personagem ali. Um excerto acolá. Uma idéia sendo considerada. Uma notícia. Uma notinha. Um comentário. Um link. Sei lá.

Enfim um, com o perdão do trocadilho, livro aberto (pero no mucho).

LÍNGUAS MORTAS, o primeiro capítulo, está repleto de erros e incongruências. Mas é um esboço , um rascunho, e até o fim da história, muita coisa pode e deve mudar. Como sempre, conto com a opinião de vocês.

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September 23, 2008

MIDRAXE (2004-2006)

O Midraxe foi um e-zine que editei entre 2004 e 2006. Por editar você pode entender " formatar os textos, azucrinar periodicamente os colaboradores e escrever um editorial engraçadinho".

Os zines eram arquivos .rtf enviados através de uma lista do Yahoo. Não era um formato lá muito brilhante, mas até que era legal.

Foram sete edições, que contaram com textos meus e dos escritores Lúcio Manfredi, Rafael Monteiro, Airton Marinho e A. Moraes. Algumas das edições foram temáticas, como a de Sexo (onde saiu S@TYRI.COM) e a de Natal.

Por razões que não vêm ao caso, o e-zine acabou (e esse blog nasceu).

Desenterrei esse material hoje e tava dando umas risadas. Soltar os zines por aí tá fora de cogitação, mas vou (re)publicar mais dois contos meus daquela época: MIDRAXE, que deu nome ao zine, e A CORNUCÓPIA RUBRA, que saiu no especial de Natal.

E até o fim da semana posto a parte 4 de ADSENSELESS.

Abaixo vai o "editorial" da edição 2. E daqui a pouco, segue A CORNUCÓPIA.

Divirtam-se (ou não…).

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MIDRAXE - Em terra de cego, quem lê Midraxe é Rei.

EDIÇÃO 2 - NOVEMBRO DE 2004

Tudo certo aí, pessoal?

Os retorno dado pelo público à primeira edição foi melhor do que o esperado. O zine rodou o mundo e alguns escribas ilustres dedicaram singelas linhas à nossa publicação. Vejam só:

Uau! Mal posso esperar pra tirar uma foto com esses garotos!

- Thomas Pynchon

Um primor! Enviei algumas coisas ao Márcio e espero sinceramente poder fazer parte desse empreendimento!

- Alan Moore

Eles têm futuro. Prevejo um número de edições semelhante às minhas tiragens. É só perseverar.

- Paulo Coelho

Caralho! É um verdadeiro cataclisma sináptico metafictício!

- Grant Morrison

Tivesse sido lançado 30 anos antes, eu estaria lendo, com certeza.

- Philip K. Dick (com a ajuda de alguns copos d’água, de um velho rádio valvulado e de um exemplar surrado do The complete idiot’s guide to Instrumental Transcomunication)

Na próxima entrevista que der, citarei os piás como uma das minhas novas referências.

- Dalton Trevisan

Gostei muito e escreverei algo sobre eles. Um romance, imagino. A história vai se passar em Nova York. E algum deles vai desaparecer. Acho que é só, por enquanto.

- Paul Auster

Essa molecada é de matar!

- Stephen King

Nessa edição, Lúcio Manfredi (http://malprg.blogs.com/francoatirador), que - presumo - deve ter chorado de emoção com o diálogo final de Waking Life; A. Moraes (http://artificios.blogspot.com), que - presumo - também deve ter chorado de emoção com o diálogo final de Waking Life e eu (http://urobouro.blogspot.com), que chorei de emoção com o diálogo final de Waking Life.

Esse mês teremos uma edição diet, com menos caracteres (acho. Não contei. Se algum de vocês tiver a pachorra de fazer isso, me informe, per favore), mas com o mesmo valor nutritivo.

Divirtam-se.

Marcio Massula Jr.

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June 1, 2008

OPEN THE SOURCE

É fato que as pessoas - pelo menos as que lêem - tem certo interesse, algumas até fascínio, pelo que se convencionou chamar de “processo criativo” dos escritores. Mas estávamos falando de escritores. O que dizer dos beletristas?

Embora eu ache que exista pouca gente querendo saber em que sentido giram as engrenagens na minha cachola, acho que a tentativa de verbalizar o que se passa durante o processo de concepção de uma narrativa me ajuda a colocar as coisas em perspectiva. A olhar de longe e pensar no que pode ser melhorado no futuro. Mas fiquem tranquilos. Não vou tentar explicar a piada.

Pode parecer meio prematura tentar falar das entranhas de um conto - ADSENSELESS - que ainda está em sua segunda parte. Parte esta, aliás, que foi publicada com um atraso de pelo menos três meses (uma vez que estabeleci uma deadline pessoal de trinta dias entre um capítulo e outro).

Lá em cima, utilizei a palavra beletrista sem falsa modéstia ou intenção de ser engraçado. Embora a palavra tenha uma carga pejorativa indelével a essa altura do campeonato, beletrismo, segundo o Houaiss, também pode significar, entre outras coisas, “atividade literária diletante ou puramente recreativa”. Acho que é o meu caso.

Eu, literalmente, escrevo quando dá. Embora esteja numa relação quase simbiótica com um laptop, um smartphone com tecladinho QWERTY e um bloquinho, a escrita - pelo menos a de ficção, essa que me dá prazer - ocorre aos poucos, em doses homeopáticas. Acredito que parte disso se deva ao fato de eu passar uma boa parte do dia macetando as teclinhas de plástico do Dellzão. Não ter uma rotina - meus horários de trabalho costumam variar bastante - também pesa. Às vezes, contudo, escrevo no trabalho. Me considero, aliás, o Alt + Tab mais rápido do Oeste.

A idéia de ADSENSELESS veio quando eu estudava mais sobre o Google Adsense. Comecei a tomar notas para o que seria um continho, quase uma anedota, sobre a publicidade nesse começo de século XXI. Quem surgiu primeiro foi, claro, Macanudo.

Quando publiquei a primeira parte, a segunda já estava praticamente escrita. Só que não gostei do texto e resolvi deixá-lo cozinhando. Enquanto isso, no mundo real, muita coisa aconteceu, e acabei deixando o texto meio de lado. Voltei à segunda parte dias atrás. Mexi aqui, ali, e, embora tenha achado o resultado satisfatório, penso que talvez ele não tenha transmitido todas as idéias que planejei. Paciência.

O “processo” varia. Neste caso, para cada parte do conto, crio um arquivo separado. Fica mais fácil manipular o texto. Também criei um outro arquivo, onde despejo tudo quanto é tipo de informação que julgo interessante: links, trechos de diálogos, notas e por aí vai. Nesse mesmo arquivo há pequenas bios dos personagens que apareceram e ainda vão aparecer, assim como um roteirinho dos 6 capítulos originalmente planejados.

O capítulo 3 nem foi iniciado ainda. Com exceção de quarenta e sete palavras no arquivo de notas que descrevem em linhas bem gerais o que vai acontecer, não há mais nada.

A parte 4, por sua vez, já tem pouco mais de 100 palavras, além daquelas no arquivo de notas.

A parte 5, vejam vocês, já passou das 1000, e provavelmente terá que ser dividida, o que aumentará o número de partes para um cabalístico 7.

E, por fim, a parte 6 (que provavelmente será a 7, note) também não existe, a não ser por uma frase que define o que será o clímax da história.

Não considero ADSENSELESS ficção-científica, propriamente dita. Não que não goste do gênero, muito pelo contrário. Mas acho que para chamar minha ficção de científica, terei que comer mais um pouco de feijão. Sim, há technobubble, infodump e essas coisas, mas é mais uma maneira de extravasar minha tecnofilice do que qualquer outra coisa. O que me interessa na ficção, de qualquer gênero, são as possibilidades.

Ok, eu sei que o Ellis já fazia isso há dez anos, mas mesmo assim, vamos lá: ouça, no talo, Release, do disco A Fine Day To Exit, da banda britânica Anathema. Leia Kafka à beira-mar, de Haruki Murakami, que eu ainda não finalizei, mas, até o momento, compensa cada página.

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May 30, 2008

BACK TO THE BASICS

Filed under: Não-ficção

Como o tempo anda escasso, retirei quase todos os widgets que coloquei nesse blog, e confirmando minhas suspeitas, os pop-ups (apontados pelo Fernando Trevisan tempos atrás) sumiram.

Com mais calma, analiso um por um e descubro qual deles estava habilitando o "ememediate.au" malledetto.

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March 8, 2008

PAGO PARA ANUNCIAR EM SEU CORPO

Não poderia ser mais engraçado.

Artigo do Fábio Fernandes, que fala sobre a Língua Patrocinada, que, por sua vez, tem muito a ver com o post aí de baixo.

E mais não digo. 

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July 1, 2007

OROBORO, UMA MICRO-NOVELA

Filed under: Não-ficção, Oroboro

Em CAFÉ, que por enquanto vai continuar na geladeira (mais sobre isso depois), há um personagem que resolve escrever um “romance” via SMS, enviando os capítulos para os amigos. Esse “romance” teria um papel importante na história, e a minha intenção era realmente escrevê-lo e distribuí-lo via SMS. Cheguei a instalar vários desses programas para envio massivo de SMS só para descobrir que quase todas as operadoras bloqueiam esse tipo de serviço (o que, no final das contas, até faz sentido. Imagine isso nas mãos dos spammers). A frustração fez com que eu deixasse a idéia de lado.

Pouco tempo atrás abri uma conta no Twitter, um mini-blog misturado com social-network que apesar da simplicidade, pode ter uma série de desdobramentos interessantes. Então a lâmpada se acendeu: por que não usar o Twitter para escrever uma novelinha ao estilo da que seria feita por Paulo, o personagem de CAFÉ?

Então é isso. Pretendo que OROBORO, que não é a micro-história de CAFÉ, seja um experimento narrativo. O desafio é construir uma história que faça algum sentido e seja pelo menos interessante utilizando períodos de no máximo 140 caracteres.

Nem preciso dizer que a peridiocidade vai ser pra lá de indefinida, né?

Então, caso você queira acompanhar a empreitada, há duas maneiras: caso você tenha uma conta no Twitter, adicione o perfil da história. Ou então você pode vir aqui de vez em quando e bisbilhotar essa caixinha vermelha aí do lado.

 

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January 9, 2007

FORMATAÇÃO

Filed under: Não-ficção

Não me pergunte o que aconteceu à formatação do blog.

Eu realmente não sei. 

UPDATE: resolvido.
 

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November 1, 2006

NÃO MORREMOS

Filed under: Não-ficção

Apesar da paredeira geral, este blog não morreu. Considere-o hibernando em carbonita.

Deixei BIZANGO meio de lado por enquanto porque estou me dedicando – não tanto quanto gostaria, é verdade – à MARRETA, folhetim escrito a quatro mãos, minhas e do por Abmael M. C.

Além disso, num acesso de entusiasmo deslavado, acabei me registrando no NANOWRIMO, que, sendo sucinto, trata-se de uma competição onde os participantes têm que escrever, entre os dias 1 e 30 de novembro, uma novela com no mínimo 50.000 palavras. O que dá um valor aproximado de 1650 palavras por dia. Se eu, com as minhas 300tinhas diárias às vezes já fico à beira de um colapso nervoso, nem imagino o que possa acontecer com 1650. Mas a vida é feita de experiências, então vamos lá. Na verdade estou encarando isso como um estímulo para dar o pontapé inicial em uma idéia que  já está alcançando massa crítica aqui dentro da cachola. Veremos. Mas, só pra te dar um toque, não espere atividade por aqui até o início de dezembro, certo? Nos vemos no mês do Papai Noel.

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July 3, 2006

TXT – MODO DE USAR

Filed under: Não-ficção

TXT – MODO DE USAR.


Oi,


meu nome é Márcio Massula Jr. e com uma peridiocidade indeterminada vou postar alguns contos de minha lavra por aqui.


É bem provável que os primeiros três ou quatro sejam versões recauchutadas de material que já deu as caras pela internet, num passado não muito remoto. Decidi aparar as arestas dessas histórias por gostar delas e acreditar que elas têm potencial para divertir alguém além de mim. Por favor, me diga que estou certo.


Se você quiser comentar, sinta-se à vontade para utilizar o sistema do blog ou me enviar um e-mail em “urobouro(arroba)gmail.com”, certo?


E como minha velocidade costuma estar entre a de um coala e a de uma preguiça, aconselho você a, caso queira saber das novidades, se cadastras em meu boletim:

http://br.groups.yahoo.com/group/oroboro


Até logo e volte sempre.

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